Após críticas, Abel Ferreira deixa ‘no ar’ cutucada em Mauro Cezar e agita palmeirenses na web: “Nem Deus agradou todos”

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Cesar Greco/Palmeiras

Chegando sob desconfiança ao futebol brasileiro, o técnico Abel Ferreira é colocado como um dos grandes acertos do Palmeiras em 2020. Sob o seu comando, o Verdão conquistou a Libertadores e Copa do Brasil, além de marcar presença no Mundial de Clubes.

Apesar do sucesso, Abel não consegue agradar 100% os comentaristas nacionais e Mauro Cezar Pereira se enquadra nesse sentido. Recentemente, o jornalista disse que o palmeirense não agregou nada ao Brasil e que seu método de trabalho é parecido com os profissionais daqui.

Em entrevista ao jornal A Bola, de Portugal, Abel se mostrou tranquilo quanto aos questionamentos da imprensa: “Em relação a isso [críticas], sou muito pragmático. Infelizmente, nem Deus agradou a todos, daí vai um individuo chamado Abel Ferreira agradar? Impossível. No Brasil, França, Inglaterra, Espanha, o que acontece é: se joga muito no tiki-taka, é porque joga no tiki-taka, não se faz um futebol mais direto. Se a equipe é muito intensa e competitiva, é porque é muito intensa e competitiva, então não joga nada. Se uma equipe só ganha, é porque só ganha. Se uma equipe só ganha nos últimos minutos, vão falar que é sorte, que não há trabalho”, disse.

Em outro ponto, ele analisou as atuações do Verdão, que conseguiu uma temporada fora do padrão: “Um treinador e uma equipe vivem de resultados, e temos que saber onde estamos, o tempo que temos para treinar e percebermos que durante quatro meses tivemos exibições fantásticas, contra o Athletico Paranaense (3-0, no Brasileirão), contra o Corinthians (4-0, no Brasileirão) e também contra o River Plate (3-0, na Libertadores) – que, em termos de jogo jogado, não foi espetacular, achei que foi um jogo tático, um jogo em que tínhamos de ser altamente inteligentes, visto que o nosso adversário era melhor, tinha melhores jogadores e melhor treinador. Dizer isso não é fraqueza, é uma virtude. Nós tínhamos a nossa possibilidade, por isso o futebol é mágico”, completou.

Por fim, Abel Ferreira mais uma vez pontuou que não prometeu títulos, mas sim trabalho e dedicação: “Não prometi títulos, prometi trabalho e dedicação, e prometi valorizar os jogadores que tínhamos na formação. E mais: o Palmeiras também não me exigiu títulos. Exigiram que os adeptos se vissem na forma de jogar da equipe. Falo sempre que, no Brasil, não competimos sozinhos, os adversários ganham tanto ou mais do que nós, competem para os mesmos objetivos, com o mesmo material. O Brasil tem um campeonato extremamente competitivo, muitas equipes lutam pelo mesmo”, finalizou. 

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